Arturito, há quem deva aprender contigo

    Bons dias pessoal!

    Hoje escrevo com cerca de duas horas e meia de encartada, super orgulhosa e entusiasmada!!

    Como sabem (e se não sabem, é porque vivem debaixo de uma pedra) o que está a dar agora é toda a gente assistir a La Casa de Papel. De inicio até eu estava reticente em ver, até porque a minha irmã estava a ser insistente demais (muito chata mesmo) comigo. Parece que enfim, chegou a hora de saciar a curiosidade: afinal, porque é que toda a gente não se cala com mais uma série?!

    Meus caros, eu respondo: os autores, pois creio terem sido dois, são totalmente loucos geniais! Cada vez que pensamos que não há saída, há sempre alguma ideia esquisita saída sabe-se lá donde e o assalto continua!

    Mas bem, o meu objetivo não é estar aqui a dar a minha opinião especializada, ou conferir spoilers, descansem. Esta série tem muito mais a oferecer do que ensinar a assaltar uma Casa da Moeda (não tentem em Portugal, por favor, só acharão pó e traças e ainda vão presos). Não, esta série dá claramente a entender um dos muitos problemas dos empregos de hoje: um homem incompetente a gerir uma equipa.

    Sim, há outros problemas demonstrados, como a incompetência da policia, a discriminação e constante desconfiança no trabalho por ser uma inspectora (uma mulher, vitima de violência doméstica) a levar a investigação a bom porto. A querida só pode ser doida: um ex-marido tão afável que lhe batia, mas não tinha provas, e que acabou por se enrolar com a irmã e enfim traiu-a com a educadora de infância da filha. Claro que tem o dedo apontado é a inspetora Murrillo. Ah e ainda o facto de não, não somos todos iguais, pelo que a vida da filha do embaixador vale pelo menos a de outros oito reféns.

    O que importa é que o protagonista de hoje o Arturito!

    Ah Arturito... tu que és o presidente da Casa da Moeda, andas a trair a tua esposa, com a secretária que engravidaste, e ainda és um incompetente! Precisamos apenas de 3 minutos com a personagem para repararmos como é um cobardolas arrogante. Não suja as mãos para se libertar, mas tem de inspirar essa fome de liberdade nos alunos da escola, mais cobardolas ainda que ele, ou tem de falar, falar, falar até os outros se fartarem de ouvir de teorias do assalto: eles vão matar-nos, vão torturar-nos, vão deitar-nos aos leões... O Arturito, é claramente um mau líder, e embora não exista a intervenção de mais mulheres que ali trabalhem, entendemos que até a senhora da limpeza ocuparia melhor o lugar. O desgraçado nem com quatro bombas coladas ao peito fecha a boca, e teve de ser uma rapariga do ensino secundário, a impor respeito na zona, como deve ser!



    Da mesma maneira, quando o líder dos assaltantes, Berlim, abusou do poder, teve de ser uma mulher, Nairobi a tomar o seu lugar e deixar as coisas em ordem até o dito cujo se recuperar. Só chamam as mulheres quando é preciso corrigir a m**da que os homens fazem, incrível!

    Hoje em dia, ou és um líder, ou és um falhado. Se não nasces para líder tens de o ser, nem que seja à força! E isso, acabará mal. Não temos de ser todos lideres, há quem nasça para isso, há outros que não. Forçar um mau líder a ocupar um cargo de chefia apenas trará mau ambiente de trabalho, desorganização, às vezes perda de produtividade. Vamos notar também que quem ocupa a maior parte dos cargos de chefia são homens, não por serem melhores, mas simplesmente porque os patrões não querem mulheres nesse posto. Depois, encontramos centenas de milhares de situações como a do Arturito, coitadito. Não foi culpa dele... nunca é. A culpa é e sempre será dos outros: dos assaltantes, do porteiro, do estafeta, da impressora... Com o Arturito eu lido bem, porque ele não existe, contudo há vezes em que a realidade consegue ser bem pior que a ficção.

    Continuem a por incompetentes discursistas no poder. É nisso que vocês são bons, não é? Os Americanos gostam, os Brasileiros adoram, e os Portugueses começam a ganhar-lhe o gosto. Há sempre maus líderes que são adorados, mas há sempre boas líderes que são odiadas. Eu ousaria dizer que se uma mulher chegasse ao poder com a atitude de muitos homens ao seu lado, seria chamada de tudo e mais alguma coisa. 

    Não sejam um Arturito. Boas férias!

    Kika Colibri.



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