Metas para mais um ano apocalíptico

Olá pessoal da net,
Se estão a ler este post, parabéns! Sobreviveram a 2020.

Espero que tenham escapado ilesos, assim como os vossos familiares e amigos, e que apesar de termos de abdicar de muitas coisas que gostamos de fazer e que nos purificam a mente, se permitam relaxar minimamente, sorrir e gastar as vossas poupanças em Netflix.

O ano que passou deixou muitas pérolas e páginas longas para os futuros estudantes de Humanidades ou História que estejam por vir. Que a paciência esteja com eles, pois se quatro anos de Guerra Mundial pareceram duas décadas de trocas e baldrocas, imaginem só explicar a toda uma geração que num ano apenas morreram lendas do desporto, deu-se a ascensão dos fachos, uma pandemia mundial deixou o mundo ao contrário, as pessoas deixaram de viajar, o Reino Unido prossegue orgulhosamente só, marchas antirracistas saem finalmente à rua e, os pobres dos croatas, coitados, que já respiravam cabisbaixos e conformados com uma crise pandémica, social, económica, financeira e tudo mais ainda são premiados com um terramoto. Isto, numa sintese rápida, claro.

Não. O ano que passou não foi para coninhas, perdoem-me o termo.

E deixem-me dizer-vos: por anos esfreguei as mãos quando pensava em ter aulas em casa, e agora que estudo em casa sonho com o utópico dia em que volto a sentar o rabo numa cadeira de rodinhas perras da faculdade.

Tentem aprender Turismo ao meio de uma pandemia; é o mesmo que pôr um futebolista a jogar FIFA ou assim.

Mas bem!

Não estamos aqui para molhar o teclado com frustrações passadas, porém com otimismo para as metas futuras!

O que vão fazer este ano? Aposto que já têm aí uma listinha com sítios a visitar...

Livros para ler? Têm? Quero saber tudo! Eu vou começar com a saga ACOTAR, terminar O Memorial do Convento, ler Duas Irmãs para um Rei, e depois logo se vê onde o GoodReads me leva.

As minhas metas antes do ano acabar? Talvez arranjar o meu primeiro emprego, e fazer um semestre de Erasmus, quem sabe. Vai que a pandemia colabora comigo. 

Mas o principal será com certeza publicar o meu livro. Já o reli dezenas de vezes, estou a aprimorá-lo, trocá-lo, reescrevê-lo, apaguei e voltarei a escrever... quero as melhores personagens, o enrendo perfeito!

Isto claro se a autosabotagem não se fizer a mim. É sempre meio difícil. Há sempre uma voz muito preocupada dentro de nós a lembrar que não é bom o suficiente, nunca será, já há tantos livros, para quê mais um? E logo histórico, ninguém lê isso. 

Acho que o que me faz continuar a olhar para frente sem dar ouvidos a esta voz, é a teimosia. Tenho de bater de trombas com a desilusão para deixar a escrita de vez. É o meu primeiro livro, com certeza não será perfeito... ah mas deixem lá, que se me deram livros best sellers cá para casa que são 500 páginas de palavras ocas, então as pessoas também terão de me dar uma oportunidade. Nem que seja para dizer que jamais comprarão algo meu novamente.

Tentem ser assim também. Não deixem algo que voz faça feliz a meio por receio. Se gostam de música, toquem, se gostem de desenhar continuem, um dia ficará perfeito. Não há mal em errar. Sim, é um pouco frustrante após tanto trabalho receber criticas mais destrutivas do que construtivas, e que talvez já exista tanta gente a fazer o mesmo que nós e a fazê-lo melhor que... NÃO! Este ano não, já vos disse! 

Sejamos resilientes, vamos. Sei que aguentas mais um pouco. Descansa hoje, trabalha amanhã se assim tiver de ser. Bastou um ano para nos deixar de mãos atadas, não permitiremos que 2021 seja como o anterior.

Li algures, escrito por um senhor de renome digo-vos, que a nossa geração de autores está em risco. Que não sabemos escrever, queremos sempre passar uma mensagem, ensinar algo, que a culpa é dos telemóveis, computadores e mais culpados que haverão. Sim, é mais fácil ver o Harry Potter, do que ler o Harry Potter, mas também é mais fácil fazer desporto, ler, tocar piano ou até viajar quando não temos cargas horárias gigantes e trabalhos para ocupar o pouco espaço que nos sobra. Não, na escola não somos incentivados, não somos criativos, temos de seguir o padrão, responder coforme o professor deseja no teste, fazer uma bonita composição de 300 palavras...

Não. Na escola ninguém vos vai ensinar ou encaminhar ou até mesmo encorajar para fazerem o que mais gostarem, principalmente se está ligado à arte. Depende de nós, depende de ti. Então vamos escrever, ler, fazer o que mais gostamos e repetir, pois é com a prática que chegaremos a bom porto. Nem toda a gente vai gostar? Pois não. Sabes quem vai criticar? Aquele que não sabe sequer por onde começar, o idiota.

Então vamos dar uma boa razão para as gerações mais velhas coçarem a careca de desespero e vamos divertir-nos, porque a vida é sobre isso, aproveitar os melhores momentos: diversão.

Um bom 2021 e que todos os vossos sonhos se concretizem!

LeitoraCriativa01 (a anterior Kika Colibri)






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