À esquerda ou à direita, estamos é de cabeça para baixo!
Olá mais uma vez, como vão?
Claramente este ano tem atingido um nível de catástrofe, ridículo e perigo, como não se via há umas boas décadas. Se estudamos história e pensamos "Uau! O quão fantástico seria fazer parte disto?" afinal... não é assim tão fantástico. Quanto muito acabamos como o Edward Cullen; um vampiro devido à gripe espanhola, Covid-19, pelas nossas circunstâncias.
Bem, mas de Corona estamos nós fartos de ouvir e falar. O tema em voga no segundo semestre deste ano é o racismo, xenofobia, politicas de extrema esquerda e extrema direita. Já não era sem tempo! O tapete para onde estas conversas eram varridas devia estar tão cheio que enfim tropeçamos nele.
Há quem ouse proferir que em Portugal não há racismo (cof cof branquelas cof cof), isto após o mundo ser arrasado com a dura realidade de George Floyd. Não pude por isso permanecer em silêncio, até porque agora, é que essa mesma realidade foi posta nua na rua no meu próprio país.
Há uns dias um grupo de pessoas (idiotaaaasss) racistas, xenófobas e fascistas ousou fazer uma manifestação frente à SOS Racismo. Isto, meus caros, é grave. Muito, muito grave. Quando os fachos e os racistas se sentem confortáveis a andar em público, a proferir as suas ideologias de intolerância e ódio, é porque nós o permitimos, e temos de os travar o quanto antes.
Não foi assim há tanto tempo que um regime de opressão foi derrubado em Portugal, alguns dos que se manifestaram já eram nascidos e presenciaram o 25 de abril. A situação só por si já é assustadora o suficiente para nos fazer agir e voltar a enfiar os fachos dentro do armário; estes sim, nunca deviam de lá ter saído.
Devo recordar-vos de que o movimento estudantil foi um grande empurrão para a queda do Muro de Berlim, agora mostro-vos também que há jovens a apoiar estes extremismos. Nós, que estudamos, que pelos livros sabemos o que aconteceu antes, temos as armas para lutar e saber as atrocidades que mataram, discriminaram e torturaram o outro por ter uma religião, cor de pele ou orientação sexual diferente. Não que nós estudantes tenhamos o conhecimento absoluto, estamos muito longe dessa realidade. Os nossos avós viveram alguns desses momentos, o problema é que muitos têm memória curta. Devemos usar o nosso conhecimento para elucidar os outros, e se para isso for preciso sair à rua e gritar que vivemos em democracia e liberdade, assim faremos.
Ah a liberdade. Sim. Esse é um dos argumentos mais usados por esses radicalistas que ofendem e destilam ódio. Se usam a vossa "liberdade" para ofender e inferiorizar os outros, não é "liberdade", é crime.
Vamos deixar agora os nazis de lado. Afinal, os comunas também não se escapam desta! Então, eu não me posso encontrar para uma almoçarada com os meus 10 amigos, os meus parças, mas o Partido Comunista pode ir em frente com a Festa do Avante?! Todos os festivais de música, comes e bebes, bailaricos da aldeia cancelados, mas para a festa do PCP tem de continuar.
Se querem a minha humilde opinião, o Marcelinho pode ter muitas qualidades e uma vida social ativa, mas para pôr um travão aos extremos, digamos em bom português, é um coninhas.
Ah, mas o governo não pode proibir nenhuma iniciativa politica. Mas o Corona pode, meus filhos!!
Chega! destas cenas tristes dignas de um documentário do século vinte, em pleno século vinte e um. A democracia pede-nos para agir agora. Mais de 500 anos depois ainda temos pretos a morrer a tiro na rua, em PORTUGAL, pouco mais de 40 anos depois, temos gente a implorar e a apoiar uma possível ditadura (sim, não sejam ingénuos).
Somos um país que pela sua história cultivamos a diversidade, somos compostos por várias etnias, e isso é lindo. Devemos juntar as nossas diferenças para sermos mais tolerantes e irmãos uns dos outros, não expulsá-los daqui! Se insistem em lembrar dos tempos que nunca viveram, aquela altura ida onde Portugal reinava os mares, massacrava índios e escravizava africanos, lembrem-se então do agora, da democracia e liberdade que tomos partilhamos. Lembrem-se então que o Quinto Império é para nós também, não por meio da opressão, mas da compreensão e amor. Se não aprenderam com o passado, estão a fazer-nos agir no presente, enfrentando um futuro incerto.
É tudo o que tenho a dizer-vos por hoje. Obrigada.
Kika Colibri



Comentários
Enviar um comentário
Deixa aqui a tua opinião