Tenho de escolher um curso, e agora?!

Olá, pessoal da internet!

Que tal vai isso? Não vos falava há uns meses... acredito que tenham sentido a minha falta (claro!😂).

Foram meses muito atribulados: exames, escolher a faculdade, entrar na faculdade, começar a tirar a carta e agora exames e frequências. Magoa-me profundamente confessar aliás, que finalmente entendo memes de universitários.

E por outro lado, já não sei se este blog ainda pertence a uma teenager. Afinal de contas, fiz 18 anos. Oh bem... dane-se.

Vamos lá realmente ao que importa: decidi partilhar a minha experiência, como aluna que após 12 anos de escola tem de partir em busca de algo mais. Imagino que como para mim, tenha sido difícil para vocês (ou será) escolher um curso e/ou uma faculdade.

Para mim, muito sinceramente, ainda antes do décimo ano andava a ponderar turismo. Afinal de contas, é uma área com muitas coisas giras para se fazer, com uma panóplia muito alargada de atividades; além disso em Portugal o turismo está a travessar a sua época de ouro, portanto entrar na vida profissional não será um problema (esperemos, não é Sr. Manager do Ritz?!).

Comecemos então pelo principio: Escolher o que querem fazer. 

Devem pesquisar sobre profissões, porém acho que mais importante ainda é falar com profissionais que seguem essa carreira. Dá-vos um testemunho real e não apenas um esboço da ideia. Assim que falei com uma pessoa de Comunicação, desisti; não me via a fazer aquele trabalho todos os dias. Era uma opção a menos para mim.

E vejam também como está a profissão agora; por exemplo falei com um jornalista e disse-me que o jornalismo estava muito desvalorizado, só trabalhado como freelancer.

Foquei-me então no Turismo, e aqui temos o nosso segundo passo: Pesquisar no Ensino Superior

Sim. Agora começa a pesquisa a sério. Procurar a faculdade que mais vos agradar ou o curso que mais gostarem. Tenham atenção porque faculdades diferentes podem ter cursos iguais, cuja única diferença é o nome. 

Podem procurar no site da faculdade ou podem ir ao site da DGES e ver o que mais vos agrada. Se estiverem muito à nora, podem selecionar por área de estudo e o site mostra-vos apenas os cursos para que têm provas de ingresso.

Eu estava dividida entre o ESHTE (a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril), que já foi reconhecida como a melhor escola de turismo a nível nacional, donde saem muito bons profissionais e tudo mais. Era perto de Lisboa e tinha média para lá entrar.  Fui mesmo ao Open Day (algo que devem fazer para esclarecer duvidas, conhecer o campus, ver o ambiente, as instalações...), no entanto houve algo que não me agradou: Logo no discurso do reitor havia algo suspeito: "Como podem ver o Turismo tem imensas vertentes. Quem vos quiser vender um curso só por Turismo desconfiem!"

Ok, obrigada, eu acho...

Depois quando saí, pedi uma justificação de falta, porque precisei de faltar a uma aula para ir até ao Estoril. O senhor foi buscá-la e quando ma deu, tipo... parecia que já nem me podia ver à frente. Ignorei a situação. Cada um tem os seus dias. 

Fui consultar novamente as bancadas dos cursos e fiz as minhas perguntas. Para Gestão Hoteleira precisava de disciplinas de ciências, não tinha uma única que desse para entrar com o meu curso e achei descabido: Afinal de contas é um Politécnico! Mas tudo bem, eles lá sabem.

Ainda fui à bancada deles na Futurália, mas pareciam ignorar-me sempre, nem ligavam quando me aproximava e os mails que enviava com duvidas em busca de respostas eram respondidos com alguma... frieza: mandavam ir ao site.

Queridos eu fui ao site e não achei, foi por isso que vos perguntei, topam?!

Não importa. 

Fui ver então outra faculdade de que ouvi falar muito bem também. A UE (Universidade Europeia) onde acabei por me inscrever. Sim, porque a UE é privada e o meu curso custa um rim! Felizmente como terminei o secundário com uma média razoável, só pago metade da propina (Yupi!!). 

Foram muito mais simpáticos, responderam a todas as minhas perguntas sem impedimento algum e o Open Day foi realmente esclarecedor. A UE era o antigo ISLA, pelo que foi o primeiro ou segundo curso de turismo em Portugal, e o único a nível nacional que é universitário e não politécnico, o que me agradou. Além disso aqui posso tirar Turismo+Gestão Hoteleira, com Humanidades e adivinhem: tenho economia na mesma e é difícil, e vai piorar, mas eu vou fazer!

Quando vi que tinham o curso de Turismo não pude deixar de me lembrar do outro senhor do Estoril com o seu comentário, não é? Mas quem quer saber com uma taxa de empregabilidade destas?!

Estou a adorar o curso. É trabalhoso, verdade, no entanto é algo que gosto imenso de fazer e tem um leque alargado de saídas profissionais; a que mais me agradar, complemento com um mestrado ou mesmo doutoramento.

As instalações são recentes, muito bem equipadas e o campus é pequeno, pelo que dá para conhecer praticamente toda a gente.

Depois de umas semanas de aulas, uma colega minha disse que gostava de ir para Guia Turística. Perguntei-lhe se tinha visto no Estoril. Ela disse que não gostou e uma aluna de lá disse-lhe mesmo que têm cânticos de praxe contra a UE. Eu nem imaginava, afinal de contas nós nem lhes ligamos. É mais uma faculdade apenas. Ah e afinal o mau feitio do senhor é com todos e não apenas comigo.

Mais tarde a minha mãe também me disse que uma rapariga que ela conhecia que estava no Estoril a tirar Gestão Hoteleira teve de lá ficar mais dois anos que o pedido pela licenciatura. Perguntei se tinha chumbado a cadeiras ou se estava a fazer melhoria... disse que não. Para mim pareceu-me claro que o ESHTE prefere alunos de cursos profissionais, e está tudo bem. Só podiam ser um pouco menos antipáticos.

Bom, e por ultimo, mas não menos importante... Os exames

Sim, por último porque a matéria já é de há dois ou três anos. É simplesmente o encerramento do ciclo (um ciclo de bichos papões que nos lixam três anos de estudo e boas notas, apenas testes que definem a nossa vida (bem... praticamente)).

Este ano eu fui louca o suficiente para me inscrever para quatro exames: Inglês, Português, História A e Geografia, para melhoria (este foi o exame que me prejudicou). Três deles fiz numa semana, foi um pouco hard core, porém não precisei de ir a segunda fase!

O de Inglês acabou por não ser necessário e a Geografia ficou pior do que já estava então...

Pronto, tinha conseguido a média pretendida, muito à risca, mas tinha conseguido!

Nessa mesma semana fui à faculdade inscrever-me incrédula. Eu tinha conseguido!

Comecei o décimo ano com uma média de 13 e saí do décimo segundo com 16 na ficha ENES. Enquanto o meu pai tratava das papelada não consegui conter-me e emocionei-me um pouco enquanto passeava pelo campus vazio, por ser tempo de férias ou frequências: ainda me lembrava da minha mala do Winnie the Pooh que usei no primeiro ano; de todas as colegas de que me separei por seguirmos licenciaturas diferentes e de todos os professoras e idiotas que diziam que não me esforçava ou que eu não tinha capacidade para mais.

Eu tinha superado essa fase e outra ainda mais louca tinha acabado de começar. Pela primeira vez desde algum tempo, estava orgulhosa de mim mesma.

Certo, mas isso não é de vosso interesse. Quero dizer-vos que devem realmente começar a trabalhar para as notas desde o décimo ano. Esforcem-se, porém divirtam-se também. Só se vive uma vez, afinal de contas. No fim (bem, bem, bem, bem no fim) vão ver que vale a pena.

E para aqueles que estão a terminar a escola e ainda não sabem o que fazer não se aflijam. Hão de encontrar aquilo que realmente amam fazer. Cada pessoa tem o seu tempo, vocês só precisam de um pouco mais que os outros e não tem mal mudar de ideias, faculdade ou curso a meio.

Respirem fundo e vivam um dia de cada vez, fazer planos só vos vai pressionar e muitas vezes desmoralizar; nem sempre as coisas correm como queremos.

Se tiverem alguma pergunta ou alguma dúvida, deixem nos comentários e terei todo o gosto em ajudar-vos no que puder.

Sempre vossa;
Kika Colibri 

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