A todos os amigos que já macei, nunca vos esquecerei!

Olá pessoal!

Sei que não dou noticias à algum tempo, e talvez demore um pouco mais outra vez, já que agora vêm aí os exames e só então, daqui a 3467 milhões de anos conseguirei sentir o aroma a férias.

Estou em casa para estudar para os exames, como entenderam, portanto ontem foi o meu ultimo dia de aulas. Foi dificil, sabem?

Não foi como nos outros anos, em que tinha a certeza que íamos ficar todos outra vez na mesma turma para contar tudo o que fizemos nas férias, com excepção dos que chumbassem, claro; ou então com a esperança de enfim, conseguir mudar para uma turma em que me sentisse bem e inserida, onde não me achassem estranha nem idiota.

Ontem tudo isso acabou. Prometemos ver-nos e falar-nos com frequência, mas não é o mesmo. Nunca mais será. Sim, é verdade, eu não gostava de muita gente que andava comigo há três anos consecutivos, contudo a maior parte eu adorava. Somos bons amigos, diria até que é como num filme bom demais, em que os bonzões dos protagonistas dão-se todos bem e sim, não é falso, é uma amizade a sério, já o sabia, mas desde uns episódios conturbados, em que as queridas cobras meteram veneno, todos me defenderam e aí, eu tive a certeza.

Nesta turma, junto dos meus amigos eu nunca me senti estranha, nunca me senti idiota ou parva como ao longo de vários anos me achavam e chamavam. Eu sinto que posso ser eu mesma com eles, posso dizer o que penso, sorrir, chorar ou gritar que eles vão entender e apoiar, da mesma maneira que faço com eles.

Não é em todo o lado que se encontram amigos assim, uma turma assim. Parece que no meio de uma guerra, nos conseguimos unir e formar uma amizade ainda mais firme e forte, onde ninguém pode ser atingido porque nos protegemos uns aos outros. Não é só copiar os trabalhos de casa à vez, não é só bater palmas numa avaliação oral onde vemos que a pessoa ali está insegura e precisa de apoio, é muito mais que isso!

Dizer adeus aos professores foi complicado também, nunca esperei!

Parece que andávamos ali à anos e nunca mais nos íamos embora, e agora... foi-se. Acho que os professores de que sentirei mais falta serão a professora de história e a de português. A de história porque sempre gostei imenso da disciplina e de como a professora explicava e fazia a matéria parecer interessante, dava-nos apontamentos para ser mais fácil e tudo, até brincava connosco; ela mesma diz que tinha um carinho muito grande por nós, e embora tenha de ralhar muito connosco a verdade é que gostamos todos dela, por isso é que a atazanamos tanto. A professora de português porque foi a única ao longo de três anos (três anos em doze!) que me deixava falar para aumentar as notas, (sim, a minha participação é o que ainda me salva da forca) e me via como uma simples rapariga que se esforçava e ainda assim não conseguia atingir os seus objetivos. Mostrou-me que não tenho de mudar por nada; quer queiram ou não eu sou "desbocada" como a mesma referiu em várias avaliações. Não o faço por mal, ou para ofender alguém.

Primeiro digo e só depois penso, aliás algumas vezes sinto-me um pouco arrependida por ter dito algo desagradável, e depois engulo, porque essa pessoa com certeza que teve de puxar muito da minha paciência para eu ser explosiva.

Amanhã não nos vamos ver, não vamos cruzar os mesmos corredores, não vamos contar o tea, não vamos rir por idiotices nem copiar nos testes. Nunca mais. Dizem que é isso que é crescer, vai doer, sim, imenso, porém não temos outra opção. Que cada um seja o melhor naquilo que faça, e principalmente que faça o que gosta é o que lhes desejo. O que importa é ter saúde!- Lembrem-se do nosso lema quando tudo correr mal.

Então é esse o resumo destes longos 12 anos de escola. O melhor fica sempre para o fim e comprovei isso eu mesma. Obrigada a todos os que me provocaram, lixaram, f*deram, espezinharam, gozaram, porque me prepararam para o mundo lá fora, aquela selva instável. Um obrigada maior ainda a todos os meus amigos que nunca me deixaram sozinha, que estavam lá sempre que precisava deles, que me abraçaram quando precisei, mesmo dizendo que não eram dessas coisas. Obrigada por serem quem são e por me aceitarem como sou.

Nunca vos vou esquecer vulvas, e prometo que vou cumprir com a minha promessa de vos chatear todos os dias. Vou sentir muito a vossa falta, Thaíssos.

Até sempre;
Kika Colibri



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